Segunda-feira , 3 Outubro 2022
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Quanto custa manter uma empilhadeira em operação?

Quanto custa manter uma empilhadeira em operação?

Quanto custa manter uma empilhadeira em operação?Nesta matéria especial, publicada na revista Logweb, a pergunta foi uma só: quanto custa manter uma empilhadeira em operação? Apesar de único, o questionamento gerou muitas polêmicas sobre a resposta correta. Alguns disseram que é impossível respondê-la, outros mostraram números e tabelas que ajudam a dar uma ideia do que envolve manter uma máquina.

Bruno Leonardo Rocha Fernandes, gerente comercial da Piazza Equipamentos, diz que o custo para manter uma empilhadeira em operação depende, principalmente, das condições de trabalho e se são feitas as manutenções preventivas.

“Obviamente que se a empilhadeira trabalhar em piso irregular, com operadores que não tomam cuidado nenhum em desviar de buracos ou que batam a máquina a todo o momento, o custo dessa operação será mais elevado, pois a troca de peças para manutenção corretiva será mais frequente. Já uma empilhadeira que trabalha em piso apropriado, com operadores treinados e manutenção preventiva feita de acordo com o que indica o fabricante, o custo para mantê-la é baixíssimo”, analisa.

Atentando-se à aplicação do equipamento, Marcos Roberto Moreira, supervisor técnico da Linde Empilhadeiras, diz que se deve estabelecer a periodicidade de manutenções preventivas e preditivas de acordo com cada tipo específico de operação. Exemplos comuns são operações em indústrias de bebidas, que exigem equipamento de alto desempenho. “Nossos resultados mais recentes nos mostram uma curva decrescente no custo de manutenção e disponibilidade dos equipamentos em média de 95,7%”, declara.

Jean Robson Baptista, do departamento comercial da Empicamp Comércio e Serviços de Empilhadeiras, diz que há muitas variáveis nessa conta, e cita: tipo de máquina (elétrica ou a combustão); horas de operação do equipamento; e seu tempo de vida (quanto mais velho, mais caro). “Em geral, a empilhadeira a combustão, por exemplo, tem uma vida próxima das 30.000 horas. O custo para manter máquinas mais tempo que isso justifica a compra de uma nova”, expõe.

Falando em números, Leandro S. Chagas, diretor da Maximus Locação de Máquinas e Equipamentos, declara que uma empilhadeira em operação tem em média o custo fixo de R$ 5.500,00, considerando depreciação da máquina, impostos, combustível e custo da mão-de-obra.

De forma geral, o custo de manutenção de uma empilhadeira depende de inúmeras variáveis: tipo de equipamento (CI x Elétrica), severidade da operação, qualidade e manutenção das baterias, horas trabalhadas por mês, qualidade do piso, qualificação dos operadores e, principalmente, capacidade técnica da equipe que realiza as manutenções.

“Executar as manutenções dos equipamentos somente com serviços autorizados, nos prazos estabelecidos pelo fabricante e utilizando somente peças originais é a melhor maneira de garantir uma ótima relação custo x benefício”, aponta André Guimarães, gerente de pós-vendas da Still Brasil. Ele acrescenta que a empresa utiliza o conceito TCO (Total Cost of Ownership, ou Custo Total de Propriedade), que analisa todos os custos de uma empilhadeira durante sua vida útil.

De acordo com Sergio Martins, da área de vendas da Tecnomac Empilhadeiras Hyundai, para se manter uma empilhadeira em operação tem que se levar em conta o custo de parada de toda uma operação, seja ela de produção ou embarque de produtos. “Programamos as manutenções preventivas com nossos clientes a cada 500 horas de operação.”

O custo para manter uma empilhadeira em operação está diretamente relacionado a dois fatores principais, conforme explica Bento Gonçalves Neto, gerente comercial da Retec Representações: Um deles é a qualidade de fabricação dos equipamentos e se o projeto tem tecnologia avançada.

“Temos, como exemplo, algumas empilhadeiras a combustão que utilizam em suas transmissões o sistema hidrostático, que reduz a quantidade de componentes de desgaste e, como consequência, o custo de manutenção, além de proporcionar menor consumo de combustível. Para empilhadeiras elétricas, alguns fabricantes utilizam motores de corrente alternada que não utilizam escovas, além de componentes de longa duração, o que também contribui para a redução dos custos de manutenção”, declara.

O segundo fator é a atenção dispensada às manutenções preventivas recomendadas pelos fabricantes que, segundo o profissional, também é de fundamental importância para garantir menores custos de operação, “visto que um equipamento bem cuidado gera menos intervenções para manutenções corretivas”.

Guilherme Gomes Martinez, gerente de vendas e locação de empilhadeiras da Bauko Máquinas, acredita que a pergunta “quanto custa manter uma empilhadeira em operação?” é bem ampla e poderá ser respondida de uma forma direta ou se levando em consideração os demais fatores que influenciarão neste valor. “O valor de manutenção de uma máquina elétrica é bem diferente do de uma a combustão, ou seja, apesar de o custo de uma elétrica ser de 30% a 40% mais alto que o de uma máquina a combustão, em sua manutenção estes números são inversamente proporcionais e, assim, sempre será mais barato manter uma máquina elétrica que uma combustão.”  Para ele, logicamente deve se levar em consideração vários aspectos pertinentes ao local da operação, tais como: piso, aplicação, tipo de manutenção dada na máquina e tempo de uso.

“Via de regra, a métrica usada no mercado é o valor por hora de operação, que sempre será influenciada pelos fatores acima com os seus respectivos pesos. Para uma máquina a combustão de 2.500 quilos nova, com um uso estimado de 250 horas/mês, em uma aplicação padrão, teremos um custo de manutenção em torno de R$ 3 a R$ 4,00, que será dividido da seguinte forma: 35% em peças de manutenção, 35% em custo de material rodante e 30% em custo de mão-de-obra”, explica Martinez.

Estes custos se referem à operação diretamente da empilhadeira. Não se pode esquecer de outros que são necessários em qualquer empresa para manter a máquina em funcionamento, como o valor mensal da depreciação do bem, a remuneração do capital investido (custo de oportunidade do capital), perda de produtividade por máquina parada, custo de administração de compras e contratação de manutenção da máquina.

“Devido à obscuridade em analisar estes custos, cria-se um mito de que ter máquinas próprias é melhor que alugá-las. A maior parte das empresas não possui uma sistemática tão aprofundada que permita filtrar estes custos de manutenção. Devemos ter plena ciência de que enquanto a curva de manutenção de uma empilhadeira elétrica é uma reta com uma pequena ascendência, a curva da máquina a combustão é uma curva crescente. Só para ilustrar melhor, enquanto que a primeira revisão de uma máquina elétrica se faz com 1.000 horas e apenas para se verificar os componentes, na máquina a combustão isto deverá ser feito a cada 250 horas, trocando, no mínimo, o óleo do motor e seus filtros. Dependendo da revisão que será feita, com certeza o número de itens crescerá, bem como seu respectivo custo”, conlcui o gerente de vendas e locação de empilhadeiras da Bauko.

Fonte: Logweb

http://www.logweb.com.br/wp-content/uploads/2015/02/revista-logweb-99.pdf

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